A Síndrome da Novidade – Porque tudo que é novo parece melhor?

Se lembra daquele presente que você ganhou dos seus pais quando era criança? Aquele que te fez vibrar de alegria, que te fez se sentir a criança mais feliz do mundo. Lembra? Foi esse mesmo brinquedo que você desprezou poucos dias depois. Logo ele foi descartado para o canto e agora você já queria outro novo. Ele não era mais novidade. 

É disso que vamos falar aqui nesse post. A “síndrome da novidade”não escolhe idade ou sexo e você pode ser uma vítima em potencial.

É algo que acontece com todas as pessoas, independente de idade ou sexo. Mas adultos também? Sim. Adultos também.

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Vamos citar alguns exemplos disso e depois saber se é possível se libertar dessa praga.

Nas Relações Amorosas

Você se sente a pessoa mais feliz do mundo. A pessoa mais realizada. Afinal, você conquistou algo que não pode ser comprado, o amor de alguém muito especial. Talvez seja o seu primeiro amor. Você não precisa mais de nada e se sente “completo” agora que conquistou o que tanto sonhou.

Passa-se alguns anos. Aquela pessoa deixou de ser novidade. Infelizmente, apesar da seriedade que é o compromisso de um casal, muitos relacionamentos chegam ao fim nessa fase. Ele ou ela quer outra “novidade”. É a síndrome atacando novamente. O resultado é sempre triste, lamentável e a não produz felicidade a longo prazo. Mas é comum o ser humano preferir uma novidade do que uma vida estável.

Nas Conquistas Materiais

Não é ser materialista querer ter sua casa própria, seu carro, seu jardim, seus móveis planejados, seu guarda-roupas. Isso é algo que todas as pessoas sonham e precisam ter.

Uma das coisas mais emocionantes que quero citar aqui é uma casa e um carro novo. Aquele sensação única de que você lutou e conseguiu com o seu trabalho, empenho e dedicação conquistar essas coisas. Se você ainda não passou por isso, ainda vai passar. E se já passou, sabe do que estou falando. É maravilhoso.

Mas passa-se os anos novamente e aquelas grandes conquistas já fazem parte do seu cenário cotidiano. Já não são mais impactantes ao ponto de fazer você vibrar de alegria.

Na sua Fé

Quando você teve a convicção de que existe um Criador e de tudo que está envolvido nisso (não vou me delongar aqui, pois o blog não é sobre religião). Você lembra a alegria e o fervor que sentiu? Você se lembra a felicidade de aprender coisas novas a cada dia e como ficava feliz em compartilhar isso com outros?

Novamente, passaram-se anos. Será que sua relação como Criador é a mesma? Sente a mesma alegria?

Qual a sua escolha?

Você não vai ser feliz se continuar a deixar explodir como um vulcão suas emoções em momentos de grande virada em sua vida e depois, com o passar do tempo, deixar de dar o devido valor a suas conquistas. Aquele grande amor da sua vida ainda é o seu grande amor. Aquela casa, aquele carro, que você sonhou um dia ter, ainda pode fazer você vibrar de emoção pura e simplesmente por ter sido conquistas importantes em sua vida.

Isso não quer dizer que você não possa conquistar coisas novas durante toda sua vida. O ponto é: não dependa disso para reavivar a sua alegria na vida. Não dependa de uma nova casa, de um novo carro e, pelo amor de Deus, uma nova relação amorosa, para ser feliz mais plenamente.

Não é realístico esperar ser plenamente feliz nesse mundo, onde nos deparamos todo dia com injustiças, ódio, violência e outras características que marcam o mundo atual. Mas podemos sim ter uma felicidade se formos equilibrados e termos o ponto de vista correto sobre a vida. A novidade é que você pode ser feliz com as coisas que tem, sem ficar sempre achando que a grama do vizinho é mais verde que a sua. Aproveite melhor as coisas que tem e se concentre cada vez menos naquilo que não tem.  Fazendo essa escolha você vai se livrar de uma vez por todas da “síndrome da novidade” e vai ser feliz independente do que tenha agora ou no futuro.

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