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Adeus, Oficina! O Plano Audacioso Rumo à Chapada Diamantina com Meu Carro Guerreiro

Sabe quando a gente passa meses meio “recluso”, ajeitando a vida dentro de casa e resolvendo burocracia de oficina, e de repente dá aquela coceira na sola do pé que só a estrada resolve? Pois pronto: amanhã, 20 de dezembro de 2025, eu e minha digníssima vamos cair no mundo de novo. Nem que seja pra rodar só um pedaço e voltar contando história, a gente vai! Eu vou te contar, viu: tem um negócio em mim que é assim… eu posso até tentar ficar quieto, mas não consigo. Eu vim ao mundo a passeio, e a estrada é o meu parque de diversões particular — só que um parque com pedágio, posto de gasolina e umas paradas estratégicas pra esticar as canelas e não virar estátua de sal dentro do carro.

Aí que tá… depois de tantos meses na “vida de oficina”, eu finalmente tô com aquela sensação de “agora vai”. E olha… quem tem carro velho entende sem nem precisar desenhar. O meu já passou da casa dos 10 anos e, nesses últimos tempos, parece que ele combinou com o mecânico de fazer visita semanal. Foram idas e vindas, peça daqui, peça dali, aquele barulho misterioso que sumia quando chegava na oficina e reaparecia na primeira lombada aqui no meu Paranazão, e um dinheirão indo embora que dava pra comprar uns bons pastéis e ainda sobrava caldo de cana pro resto do ano.

Resumo da Expedição

  • O Quê: Início da expedição rumo ao Triângulo Mineiro e Chapada Diamantina.
  • Onde: Saída do Paraná com destino estratégico em Minas Gerais e Bahia.
  • Quando: Partida em 20 de dezembro de 2025.
  • Quem: Hélio Pere, a digníssima e o drone Mangabinha.
  • Destaque: A volta à liberdade após a longa “vida de oficina”.

A Meta Nobre do IPVA e a Teimosia Cearense

Mas, quer saber? Eu não tenho a menor pressa de trocar de carro. Primeiro porque eu já me apeguei, segundo porque eu sou teimoso mesmo, e terceiro porque eu tenho uma meta nobre: chegar naquele ponto em que o carro fica tão antigo que você olha pro IPVA e pensa “agora é comigo”. Rapaz, se um dia eu conseguir essa proeza, vou comemorar com pão de queijo em Minas e acarajé na Bahia — tudo na mesma semana, só pra testar a resistência do meu colesterol e a saúde do motor. Já pensou? É como eu sempre digo: a rapadura é doce, mas não é mole.

Eu vou te falar, viu… esse tempo parado me fez pensar muito na vida. Lembrei daquela vez que tive o privilégio de ficar em um resort em Natal, com tudo do bom e do melhor. Lá, o conforto era garantido, mas aqui na estrada, a bordo do meu carro de mais de 10 anos, a emoção é outra. É um sinistro de bom quando o carro liga de primeira depois de um susto! Eu sou do tipo que valoriza cada conquista, desde um motor redondinho até uma boa noite de sono num hotel que respeita o nosso descanso. Afinal, a gente precisa estar com a cabeça boa pra não vacilar no volante.

Estratégia na Estrada: Melhor Pingar do que Secar

O plano, na teoria, era descer o braço e chegar no Triângulo Mineiro no mesmo dia. Só que a gente sentou, conversou, fez conta, pensou no corpo humano (que não foi feito pra ficar 1.000 km sentado igual uma mala) e concluiu: é puxado demais e, principalmente, não é seguro. Dirigir do nascer ao pôr do sol é bonito no filme… na vida real, o olho começa a pesar, o pescoço vira um pedaço de pau, e qualquer “desatençãozinha” vira história triste. Me fez lembrar daquele mico que passei em Fortaleza, quando acordamos cedinho pra ver o sol nascer no mar e… bem, o sol não nasce no mar lá! 

Então decidimos fazer do jeito certo: uma parada estratégica no meio do caminho. Melhor pingar do que secar, como diria o povo lá do meu Ceará. A gente dorme, toma um banho decente, come alguma coisa quente, e no outro dia segue com a cabeça no lugar. Estrada boa é estrada com juízo. E já vou te adiantando: o roteiro inclui revisitar lugares que me marcaram, como Uberlândia e Pirapora.

O Drama Digital: Gigabytes, Edição e Fama Internacional

Hoje, véspera da saída, tá aquela correria organizada (ou desorganizada, depende do ponto de vista). Ontem eu fiz um limpa no celular, porque eu sou desses que guarda 4.000 prints de coisa que nunca mais vai olhar. Apaguei vídeo repetido, foto tremida, aquelas imagens que a gente não sabe nem por que tirou… e pronto: espaço liberado pra um caminhão de fotos e vídeos novos. Agora falta revisar os cartões de memória. E aí, meu amigo, entra um drama moderno: cartão cheio é alegria na viagem e desespero na volta. Porque gravar é fácil. Difícil mesmo é sentar e editar.

Falando nisso… eu ainda tô no segundo dia dos vídeos do Maranhão. Segundo dia! E foram sete dias lá. E olha que foi em maio. É aquela história: na viagem eu viro cinegrafista, apresentador, motorista, carregador de mala e ainda tento ser bonito na câmera. Aí quando volto, vem a parte “invisível” do trabalho: selecionar tomada, cortar cena inútil, tirar as minhas travadas na fala, ajeitar áudio, encaixar música, fazer thumbnail… Acontece que editar e postar é outra vida. O bicho pega. E o YouTube então? Minha frustração atual é que eu ainda tô “morando” em Manaus no canal. Manaus já fez aniversário de um ano na minha linha do tempo, porque foi em agosto do ano passado e eu ainda tô por lá, como se eu tivesse virado guia turístico fixo do Teatro Amazonas.

Mas aí veio uma surpresa boa: eu notei um aumento grande nas visualizações. E não é que agora dá pra assistir meus vídeos com dublagem em vários idiomas? Eu me senti internacional, chique, fino… Eita coisa boa! Pena que não é a minha voz falando inglês — porque se fosse, o povo ia achar que era um cearense tentando pedir informação em Londres e não ia entender nada. Mas tá valendo demais, porque agora mais gente consegue acompanhar as aventuras. Show de bola, né não?

O Mangabinha e o Medo do “Bode Teimoso”

Hoje ainda tem outro compromisso importantíssimo: vou na cabeleireira dar um trato no visual. Porque, meu filho, a pessoa já vai gravar vídeo demais… se aparecer parecendo que saiu de dentro de um furacão, ninguém merece. Minha digníssima já até me olhou com aquela cara de “vai se arrumar, homem”, e quando ela olha assim, eu obedeço em silêncio, que é mais saudável pra relação. Deixe comigo que vou ficar no ponto pra aparecer na tela!

E por falar em gravar… o Mangabinha (meu drone) já tá separado, carregado, com as hélices no jeito. Esse bichinho é minha testemunha aérea: ele vê coisas que eu, no chão, nem percebo. Só espero que ele não resolva “ter personalidade” justo no meio da chapada, porque drone com vontade própria é tipo bode teimoso: você chama, ele finge que não é com ele. Já pensou o Mangabinha resolvendo morar num cânion na Bahia? Nosso Deus, nem brinque com um negócio desse! Eu quero é captar as obras do Criador de cima, com toda a paz que aquele lugar transmite.

Sentir o Brasilzão: Entre o Plano e o Rabisco Bonito

Sobre o roteiro: a gente vai dar uma revisitada em algumas cidades de Minas e Bahia, e a ideia é tentar chegar mais longe, na Chapada Diamantina. Eu disse “tentar” porque estrada é uma caixinha de surpresa, e viagem de verdade não é esse negócio engessado de planilha perfeita. Às vezes aparece um desvio, às vezes o tempo muda, às vezes o corpo pede pausa, às vezes a gente descobre uma cidade no caminho que dá vontade de ficar mais um dia… e aí o plano vira um rabisco bonito. Sei não viu, mas eu acho que essa é a graça.

Se fosse só cumprir meta, eu comprava um carimbo e ficava batendo em papel. O que eu quero é sentir o Brasilzão de perto: cheiro de asfalto quente, vento entrando pela fresta da janela, café de posto que parece que foi coado com a coragem, e aquele som clássico de pneu cantando baixinho no asfalto — que é a trilha sonora oficial de quem ama estrada. E já vou te adiantando que, pra mim, a viagem começa antes de dar partida. Começa nesse clima de arrumação, de “será que eu tô esquecendo alguma coisa?”, de conferir documento, de separar carregador, de pensar em remédio pra dor de cabeça. Eu sempre esqueço alguma coisa, claro. Uma vez eu quase viajei sem cinto… não o do carro, o da calça mesmo! Ia ser um espetáculo: eu tentando gravar vídeo e segurando a calça com uma mão. Impressionante como a gente se perde nos detalhes.

Mini-Guia do Caminho: Dicas do Hélio para a Estrada

Deixe comigo: se a ideia é passar por Minas e Bahia com destino (ou tentativa de destino) na Chapada Diamantina, algumas dicas salvam a viagem e a lombar:

  • Parada estratégica é vida: Escolha uma cidade no meio do caminho pra dormir, tomar banho e comer direito, em vez de insistir em 1.000 km de uma vez.
  • Em Minas, experimente o básico bem feito: Pão de queijo quentinho, um cafezinho passado na hora e, se der, um almoço daqueles com feijão bem temperado que “segura” o viajante.
  • Na Bahia, respeite o ritmo: Se pintar chance de provar um acarajé ou uma moqueca, vá sem medo — só não invente de exagerar e depois entrar no carro, porque estrada com barriga pesada é teste de fé.
  • Chapada Diamantina: Leve água, protetor solar, um tênis decente e disposição pra andar. O lugar é conhecido por trilhas, cachoeiras e mirantes, então o corpo trabalha e a mente agradece.
  • Melhor lembrança é a que cabe no tempo: Às vezes é melhor fazer um passeio bem curtido do que tentar ver “tudo” e voltar só com cansaço.

Coisinhas que Ninguém Vê no Mundo Digital

Quem acompanha de fora acha que é só ligar a câmera e “ser feliz”. Mas a vida real é: bateria acaba, cartão lota, internet some, e a gente ainda tem que viver o momento sem transformar tudo em obrigação. Eu tento equilibrar isso: gravar o suficiente pra contar a história depois, mas também guardar uns pedaços só pra mim e pra minha digníssima, sem lente no meio. Porque, no fim das contas, se eu não sentir a viagem de verdade, o vídeo fica até bonito… mas fica vazio. Eu quero parar, ouvir a conversa do povo, entrar numa padaria simples, sentir o cheiro de comida caseira, olhar o céu mudando de cor no fim da tarde. Eu sou desses que se emociona fácil com coisa pequena e depois finge que não foi comigo.

E você, meu jovem, já tá de malas prontas também, nem que seja na cabeça? Conta pra mim nos comentários: qual foi a última viagem que te deu aquele friozinho bom na barriga antes de sair de casa? Amanhã é pé na estrada e eu espero voltar com a bagagem cheia de histórias pra gente conversar aqui! Bora lá!

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