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Ponte de Guaratuba: vi antes da inauguração e quase perdi o drone

Ponte de Guaratuba: vi a obra pronta antes da inauguração e quase perdi o drone

O céu em Matinhos estava daquele jeito que deixa qualquer viajante desconfiado. Cinza, pesado, com cheiro de chuva chegando, mas ainda dando uma brechinha pra caminhar na areia e gravar alguma coisa.

Eu tinha acabado de subir o Mangabinha, meu drone, na Praia Brava. Lá de cima, a câmera começou a mostrar a nova Ponte de Guaratuba: concreto, cabos, pista pronta, mar em volta e aquele clima de obra grande chegando na reta final.

Só que esse post não é apenas sobre uma ponte. É sobre uma viagem inteira pelo Paraná, saindo de Cascavel, passando por Vila Velha, Lapa, Estrada da Graciosa, Morretes, Curitiba, show do Alceu Valença e terminando no litoral com chuva forte, comida cara e um susto daqueles com o drone.

Resumo da visita à Ponte de Guaratuba

Local: nova Ponte de Guaratuba, no litoral do Paraná.

Quando passamos por lá: 26/04/2026.

Inauguração atualizada: 1º de maio de 2026, às 16h.

Contexto da viagem: Cascavel, Vila Velha, Ponta Grossa, Lapa, Estrada da Graciosa, Morretes, Curitiba e Matinhos.

Momento mais tenso: o drone parou de responder perto de fios quase invisíveis.

Como a ponte entrou no meio da viagem

A viagem começou em Cascavel, bem cedo, com a BR-277 naquele clima bonito de amanhecer. Essa rodovia corta o Paraná de oeste a leste e é uma das ligações mais importantes do estado, unindo a região de Foz do Iguaçu ao Porto de Paranaguá. Ela foi inaugurada em março de 1969 e, até hoje, carrega um movimento forte de caminhões, turistas e gente indo e vindo entre interior, capital e litoral.

Saindo de Cascavel, a paisagem ainda tem muito daquele Paraná agrícola, com lavouras pelo caminho, principalmente soja, milho e trigo, dependendo da época do ano. Mais adiante, quando a estrada se aproxima da serra e do litoral, o cenário vai mudando. O relevo fica mais fechado, o verde aumenta e a Mata Atlântica começa a aparecer com força, lembrando que a estrada não é só passagem: ela também mostra a mudança de vegetação, clima e biomas pela janela.

Minha esposa foi dirigindo o roteiro inteiro, e eu fui no banco do passageiro naquele modo produtor de conteúdo: celular na mão, câmera pronta, anotando gasto, olhando rota, pensando em vídeo e tentando não atrapalhar demais.

Rapaz, viajar assim é bom, mas cansa que é uma beleza.

No primeiro dia, paramos no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa. Pagamos R$ 70,00 por pessoa e fomos ver aquelas formações de arenito que parecem trabalho do Criador feito com muito amor. Depois seguimos pra Ponta Grossa, jantamos no shopping por R$ 23,00 por pessoa e dormimos no Hotel Pousada La Vierro, que saiu por R$ 193,25 a diária. Em outros posts, vou contar todos os detalhes desse parque. 

No dia seguinte, o roteiro passou pela Lapa. Demos uma volta pelo centro histórico, gravamos bastante coisa e dividimos uma marmita de R$ 20,00. A marmita era grande, viu? Daquelas que a pessoa olha e pensa: agora sim, Deus abençoe quem montou esse prato. Essa é uma importante cidade histórica do Paraná que também terá um post pra chamar de seu, nos próximos dias. Fique atento.

Depois disso, mudamos o plano. Como a previsão indicava chuva forte no domingo, resolvemos fazer a Estrada da Graciosa no sábado mesmo. E foi uma boa decisão.

Da Estrada da Graciosa até Matinhos

A Estrada da Graciosa é daquelas que fazem a gente diminuir a velocidade sem reclamar. Mata fechada, curvas antigas, umidade, montanha grande e aquele verde que toma conta da paisagem.

No caminho, compramos uma pamonha por R$ 15,00 numa barraca perto do acesso para Antonina, Morretes, Guaraqueçaba, Paranaguá e praias. Não foi um banquete, mas foi aquele lanche simples de beira de estrada que segura a fome e ainda vira lembrança.

À noite, em Curitiba, teve o show do Alceu Valença. Eita coisa boa. A viagem tinha esse motivo principal, mas o caminho acabou virando parte importante da história. Cidade histórica, serra, litoral, ponte nova e perrengue com drone. Quando a estrada entrega material, a gente aproveita.

No domingo, saímos de Curitiba e passamos por Morretes. Almoçamos uma marmitex média com Coca-Cola por R$ 31,00 pra dois, na beira do rio Nhundiaquara. Comparando com restaurante turístico, foi economia grande. Mais tarde, em Matinhos, a janta pra duas pessoas aparecia fácil na faixa de R$ 120,00 a R$ 130,00 em vários lugares.

Aí o bolso fica igual turista em subida: vai perdendo o fôlego aos poucos. É claro que não pagamos. A gente sempre dá um jeito de econoizar. E pra que encher o bucho de noite, né não?

A primeira impressão da Ponte de Guaratuba

Quando chegamos em Matinhos, o tempo já estava nublado e meio desconfiado. Mesmo assim, ainda deu tempo de passar pela Praia Brava, caminhar, entrar um pouco no mar, gravar alguns vídeos e subir o Mangabinha.

Do chão, olhando de longe, confesso que achei que a ponte ainda não estava pronta. Tinha cara de obra, movimento na região, acesso controlado e aquele visual de reta final que confunde qualquer visitante.

Mas lá de cima a conversa mudou.

Pelo drone, a pista parecia concluída, a estrutura estaiada aparecia com força e os acessos já estavam bem definidos. A ponte tem mais de 1.240 metros de extensão, quatro faixas de tráfego, faixas de segurança, calçadas com ciclovia e guarda-corpos. Somando os acessos terrestres, o conjunto passa de 3 quilômetros.

É uma obra grande mesmo, daquelas que mudam a rotina de quem mora, trabalha e visita o litoral. Quem já dependeu da travessia por ferry boat sabe o que é calcular fila, horário, temporada e paciência.

Ali, olhando tudo de cima, ficou claro que a ponte não era só uma novidade bonita pra vídeo. Ela representa uma mudança real na ligação entre Matinhos e Guaratuba.

O susto com o Mangabinha

Agora vem a parte que quase me fez sair com a cueca melada. O Mangabinha estava alto, filmando a ponte, quando apareceram uns fios praticamente invisíveis pela câmera. Eu mexia no controle e o drone não respondia. Parou. Travou.

Gente do céu, eu achei que tinha perdido o drone.

Na hora, passou pela cabeça que ele tinha enroscado num fio ou grudado em algum cabo da obra. Minha mão tremia de verdade. E fio em céu cinza é traiçoeiro. Pela tela, quase não aparece. Ainda mais quando tem estrutura de ponte, cabos, mar, vento e aquele monte de coisa disputando atenção.

Eu já estava imaginando o Mangabinha pendurado lá, igual sapato velho nos fios de energia da rua, e eu sem saber nem como explicar isso depois.

O que salvou foi não entrar em desespero. Esperei alguns segundos, mexi de novo com calma, o controle respondeu e empurrei o drone pro lado do mar, bem longe dos fios. Quando vi que ele voltou a voar normal, respirei bonito.

Depois disso ainda terminei as gravações, mas com o olho mais aberto do que vendedor em dia de feira.

A chuva chegou logo depois

Mal deu tempo de guardar o susto e a chuva caiu forte na Praia Brava. A previsão já falava em tempo ruim no Paraná, então não foi surpresa total. Mas quando a chuva vem com vontade, não tem roteiro que mande nela.

A parte boa é que conseguimos fazer tudo antes: caminhar na praia, entrar no mar, gravar vídeo, subir drone e registrar a ponte. Depois da chuva, ainda caminhamos um pouco pela avenida litorânea de Matinhos e pensamos em alugar bicicleta, mas desistimos quando vimos R$ 30,00 por 30 minutos.

Melhor caminhar mesmo. O joelho reclama, mas o bolso agradece.

À noite, rodamos atrás de janta e quase tudo estava fechado ou caro. Domingo, litoral fora de temporada, tempo ruim e quiosques fechados: combinação que deixa qualquer viajante econômico pensativo. No fim, achamos um lanche pra dois com refrigerante, em frente à praia. Tava um preço rasoável. A gente aproveitou. R$ 35,00 num hamburger é preço de toda cidade.

A inauguração mudou de data

Quando estávamos lá, a informação no local era que a ponte seria inaugurada em 29/04/2026. De cima, a estrutura parecia pronta. Do chão, ainda tinha cara de reta final, com movimento, organização e acesso controlado.

Depois, a programação foi atualizada. A inauguração passou para sexta-feira, 1º de maio de 2026, às 16h, por causa da previsão de tempo ruim. A TV Paraná Turismo divulgou transmissão ao vivo, com cerimônia, hasteamento de bandeira perto da parte estaiada e show com fogos, drones e luzes. Acredita que tinha um caminhoneiro que chegou de manhã lá e só ia poder passar lá a noite? Porque ainda não tinha inaugurado e eles só estavam deixando passar a noite.

Também foram indicados pontos de visualização em Caieiras e na Prainha, com orientação de segurança e acesso controlado à ponte.

Pra quem pretende acompanhar de perto, o mais importante é simples: não adianta tentar improvisar em dia de evento grande. Vá cedo, confira bloqueios, respeite a sinalização e tenha paciência. Em litoral, fila aparece mais rápido que pastel em beira de praia.

Dicas práticas pra conhecer a Ponte de Guaratuba

Melhor ponto de apoio: Matinhos é uma boa base pra quem quer ficar perto da Praia Brava e observar a ponte de alguns pontos do litoral.

Pra quem vai em dia de evento: chegue cedo, leve água, confira bloqueios e siga as orientações oficiais.

Alimentação: fora de temporada e com tempo ruim, vários lugares podem estar fechados. Vale pesquisar antes ou garantir um plano B.

Drone: cuidado redobrado perto de obra, ponte, cabos e estruturas altas. A câmera ajuda, mas não mostra tudo.

Roteiro combinado: dá pra juntar Ponte de Guaratuba, Matinhos, Morretes, Estrada da Graciosa e Curitiba, dependendo do tempo disponível.

O que essa ponte me fez pensar

No fim das contas, a Ponte de Guaratuba me lembrou que obra grande não é só concreto. É tempo de espera, trabalho, mudança de rotina, comércio se mexendo, turista chegando e morador criando expectativa. E a gente é lembrado de construir mais pontes e menos muros entre as pessoas, né não?

Eu tive o privilégio de ver tudo de cima, três dias antes da data prevista inicialmente para a inauguração, e ainda sair com o Mangabinha inteiro debaixo do braço. O susto foi grande, mas foi bonito perceber que eu estava registrando um pedaço importante da história recente do litoral paranaense.

Também ficou aquela sensação de viagem bem vivida. Teve serra, chuva, pamonha, hotel difícil de achar, marmita dividida, litoral nublado, ponte pronta, drone quase perdido e estrada de volta.

E você, pretende atravessar a nova Ponte de Guaratuba? Acha que ela vai mudar mesmo o turismo do litoral do Paraná ou ainda falta muita coisa ao redor pra acompanhar esse crescimento?

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