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Dia 28 – Arraial d’Ajuda barato: Praia da Pitanga e balsa

Se você acompanhou o post anterior, sabe que no dia 27 a gente estava no Caminho de Moisés, lá em Coroa Vermelha, fazendo imagens aéreas com o Mangabinha e tomando aquele banho de mar que resultou numa queimadura de sol daquelas. Era nosso último dia no hotel Rede Andrade, e a gente ainda não sabia que o dia seguinte ia ser um dos mais completos da viagem. Rapaz, o dia 28 de dezembro teve de tudo: café da manhã debaixo de árvore, balsa, restaurante com dona simpática, cachaça no dedo machucado, praia de água gelada, engarrafamento, pôr do sol e a Passarela da Cultura até quase meia-noite. Eu digo intenso!

Se você está planejando uma viagem para Porto Seguro e quer saber como aproveitar Arraial d’Ajuda gastando pouco, fica comigo até o final. Tem preço real, perrengue real e dica que vale ouro.

Resumo do dia 28/12

  • Hospedagem: Pousada Sonho Meu (sem cafe da manha incluso)
  • Cafe da manha: Supermercado + praia debaixo de arvore
  • Balsa Porto Seguro – Arraial d’Ajuda: R$ 28,00 (domingo, mais caro)
  • Almoco em Arraial: R$ 30,00 para 3 pessoas (restaurante proximo ao Mercado)
  • Perrengue do dia: Tropecou e machucou o dedo (remedio: cachaca da dona do restaurante)
  • Praia da Pitanga: Linda, agua fria, acesso estreito (so passa 1 carro), estacionamento voluntario R$ 10,00
  • Drone Mangabinha: Imagens aereas da Praia da Pitanga
  • Volta de balsa: 1h30 de fila + por do sol na travessia
  • Noite: Passarela da Cultura ate 23:30 (suco de caja + hamburguer)

Café da manhã na praia: quando o hotel não oferece, a gente improvisa

A Pousada Sonho Meu, onde passamos a noite do dia 27 para o 28, não tem café da manhã incluso. Mas deixa eu falar uma coisa: essa pousada merece ser mencionada. Quarto muito bom, com ar-condicionado, localização próxima ao centro, pessoas simples e educadas, e dois cachorros lindos que faziam a alegria de qualquer visitante. Pelo custo-benefício, recomendo.

Mas como não tinha café, a gente fez o que sempre faz: se virou. Fomos ao supermercado, compramos pães, bolo e achocolatado em caixinha. Depois seguimos para uma praia próxima e tomamos nosso café da manhã debaixo de uma árvore, com vista para o mar. Gravamos um vídeo nesse momento, porque aquilo ali era puro sossego. Eu vim ao mundo a passeio, e momentos assim confirmam isso.

Dica de economia: se a sua hospedagem não inclui café da manhã, não gaste R$ 30 ou R$ 40 em padaria turística. Vá ao supermercado, compre o básico e encontre um lugar bonito para comer. Em Porto Seguro, qualquer praia serve de refeitório com vista panorâmica.

A balsa para Arraial d’Ajuda: prepare-se para a fila

Depois do café, fizemos uma parada rápida no aeroporto de Porto Seguro para gravar um vídeo e seguimos para a fila da balsa. Às 11:11 já estávamos na fila. Às 11:59, finalmente atravessando o rio.

A balsa é o único jeito de chegar a Arraial d’Ajuda de carro saindo de Porto Seguro. Nesse dia, um domingo de alta temporada, o valor foi de R$ 28,00. No domingo é mais caro do que nos outros dias da semana. Na nossa primeira travessia, no dia 24, pagamos R$ 34,00 para 3 pessoas com o carro incluso. O motorista já está incluso no valor do veículo, mas passageiros adicionais pagam à parte.

O que ninguém te conta nos blogs de viagem é o engarrafamento para chegar na balsa. Nos finais de semana da alta temporada, a fila é de testar a paciência de qualquer um. Na ida, levamos quase uma hora. Na volta, o bicho pegou de verdade, mas isso eu conto mais pra frente.

Dica prática: se possível, atravesse a balsa bem cedo pela manhã ou em dia de semana. No domingo, principalmente no fim de tarde, a volta é um teste de resistência. 

Dica Bônus: Você pode deixar o carro no hotel e atravessar a pé. Não tem trânsito e depois que atravessar tem várias vans com preços a partir de 3 pila pra levar pra vários lugares de Arraial.

Almoço em Arraial: R$ 30,00 para 3 pessoas e uma cozinheira inesquecível

Chegamos em Arraial d’Ajuda e a fome já estava batendo. A gente já conhece a estratégia: nada de restaurante turístico na beira da praia. Procuramos algo no centrinho, perto do Mercado da cidade, e achamos um restaurante simples, daqueles que a gente gosta.

A marmitex custava R$ 27,00. A gente ia comprar uma e dividir pra três, como fazemos na maioria dos dias. Mas a dona do restaurante, uma mulher muito simpática e humilde, olhou pra gente e disse: “Senta aí e come direito.” Fez R$ 30,00 o almoço para 3 pessoas. Comida boa, caseira, com aquele tempero que só gente do interior sabe fazer. Eu fiz um vídeo indicando o restaurante dela, porque gente assim merece reconhecimento.

E foi nesse restaurante que aconteceu o perrengue do dia. Eu tropecei e arranquei a cabeça do meu dedo. Sangrou, doeu, e eu fiquei pensando como ia curtir o resto do dia daquele jeito. Sabe o que a dona fez? Pegou uma cachaça, jogou em cima do dedo e disse que sarava rápido. Remédio da roça, dos bons. Seguimos em frente.

Exposição de livros e uma parada inesperada

Antes de seguir para a praia, encontramos uma exposição de livros ali mesmo em Arraial. Minha sobrinha Marianny, de 16 anos, aproveitou e comprou um quadro do Stitch por 15,00 mangos. Pequenos achados assim fazem parte da viagem. São lembranças que não pesam no bolso e que carregam a memória do lugar.

Praia da Pitanga: linda, gelada e com perrengue no caminho

Agora vem a parte que valeu cada gota de suor. A Praia da Pitanga é um daqueles lugares que você não encontra nos roteiros convencionais. E talvez por isso seja tão especial.

Mas pra chegar lá só pela misericórdia! O caminho é estreito, só passa um carro por vez. Se um vem, o outro não vai. Tem pessoas controlando o acesso pra evitar colisão. É um daqueles trechos que exigem calma e habilidade no volante. Pra quem dirige carro grande, é um desafio e tanto.

Pagamos R$ 10,00 para estacionar, mas o valor era voluntário. Você paga o quanto achar justo. Mais uma daquelas coisas que a gente só encontra em lugar pequeno e autêntico.

E a praia? Espetacular! Eu digo espetacular! Uma faixa de areia linda, cercada de vegetação, com aquele visual que faz a gente parar e respirar fundo e tem falésias. Só que a água não é quente como nas outras praias da região. A água da Pitanga é fria. Não gelada a ponto de não entrar, mas fria o suficiente pra surpreender quem está acostumado com as águas mornas do sul da Bahia.

Mesmo assim, nadamos. E eu subi o Mangabinha. As imagens aéreas da Praia da Pitanga ficaram de outro nível. De cima, você vê o contraste entre o verde fechado da mata e o azul do mar, a faixa de areia clara e as formações rochosas das falésias. Um cenário que merece cada segundo de gravação.

Dica de viajante: leve lanche e água, pois a estrutura na Praia da Pitanga é mínima. E vá com tempo, porque o acesso é demorado e a praia merece ser curtida sem pressa.

O retorno: engarrafamento, paciência e o pôr do sol que compensou tudo

Depois da praia, era hora de voltar. E aqui veio o grande teste do dia.

A fila para a balsa na volta foi absurda. Uma hora e meia só de fila. Isso mesmo: 1 hora e 30 minutos esperando para embarcar na balsa de volta para Porto Seguro. Fiz até um vídeo desse momento, porque é o tipo de informação que ajuda quem está planejando a viagem. Se você vai a Arraial de carro no fim de semana, prepare o psicológico para essa volta.

Mas sabe quando Deus compensa? Na travessia, o pôr do sol apareceu. E que pôr do sol. O céu foi mudando de cor enquanto a balsa cruzava o rio. Laranja, rosa, dourado. Peguei minha câmera e fiz umas imagens rápidas. Não deu pra subir o mangabinha, mas com a câmera na mão mesmo, o registro ficou lindo. Aquele momento fez valer cada minuto de espera naquela fila. Show de bola.

Passarela da Cultura: aproveitando até o último segundo

Chegamos ao novo hotel, que era novamente o Rede Andrade. Minha esposa tinha conseguido mais uma diária do dia 28 para o dia 29, e eles ainda dispensaram o pagamento da garagem. Uma economia de R$ 30,00 que, somada aos outros dias, representou R$ 90,00 a menos no orçamento.

Depois de tomar banho e descansar um pouco, fomos direto para a Passarela da Cultura, conhecida também como Rua do Álcool. Esse lugar é o coração noturno de Porto Seguro. Música ao vivo, barraquinhas a perder de vista, comidas típicas, lojas, gente de todo canto do Brasil.

Como toda noite desde que chegamos, tomei meu suco de cajá (taperebá), que é meu suco preferido no mundo. Delicioso. E comi um hambúrguer, que virou a janta padrão da viagem. Em outros dias, a gente comeu acarajé por R$ 35,00 ali mesmo na passarela.

Voltamos para o hotel às 23:30. A gente queria aproveitar ao máximo, porque sabíamos que era uma das últimas noites na cidade. E quando um lugar é bom assim, cada minuto conta.

Quanto gastamos nesse dia: os números reais

Resumo de gastos – Dia 28/12

  • Café da manhã (supermercado): Valor acessível (pães, bolo, achocolatado)
  • Balsa ida e volta (domingo): R$ 28,00 por travessia
  • Almoço em Arraial (3 pessoas): R$ 30,00
  • Estacionamento Praia da Pitanga: R$ 10,00 (voluntário)
  • Quadro do Stitch (sobrinha): R$ 15,00
  • Janta na Passarela da Cultura: Suco de cajá + hambúrguer

Destaque: o almoço para 3 pessoas por R$ 30,00 em Arraial d’Ajuda prova que é possível comer bem e barato, mesmo na alta temporada. Basta sair da zona turística e procurar os restaurantes dos moradores locais.

Arraial d’Ajuda vale a pena pelo segundo dia? Minha opinião sincera

Com certeza vale cada centavo gasto!

Essa foi a nossa segunda ida a Arraial d’Ajuda na mesma viagem. No dia 24, conhecemos a Praia do Mucugê e a Praia dos Pescadores. Dessa vez, fomos mais longe e descobrimos a Praia da Pitanga, que tem uma personalidade completamente diferente. Mais rústica, mais reservada, com aquela água fria que pega de surpresa.

Se você tem dois dias para Arraial, faça as praias principais no primeiro e a Pitanga no segundo. Não vai se arrepender. E se tiver que escolher só um dia, vai no que combina mais com seu estilo: praias movimentadas ou praia tranquila e selvagem.

Como já contei aqui no blog, a estrada até Porto Seguro já foi uma aventura e cada dia nessa cidade tem confirmado que a decisão de mudar a rota e vir para cá foi a melhor escolha da viagem.

No próximo post: a despedida que ninguém queria

O dia 29 de dezembro foi o nosso último dia em Porto Seguro. Eu não vou mentir: foi difícil. A gente gravou uma despedida emocionante na beira da praia, pegou a estrada rumo a Vitória da Conquista, enfrentou a Serra do Marçal com curvas que testaram os nervos, e ainda teve tempo para subir o Mangabinha numa das paisagens mais bonitas de toda a viagem. Tem Cristo, tem pôr do sol, tem feira, e tem um apartamento pelo Airbnb que surpreendeu por R$ 160,00 a noite.

Se você quer saber como foi essa despedida e o que a Serra do Marçal reservou pra gente, não perde o próximo post. Vai valer a pena.

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