Meu primeiro encontro amoroso aos 19 anos; é muita coragem contar essa história

O ano era o de 1994. Vou ter um cuidado extra com esse post porque as pessoas envolvidas nessa história graças a Deus ainda estão presentes e poderão ler essa “resenha”.

Primeiramente, se prepare para rir um pouco, porque a situação foi cômica.

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Aos 19 anos meu pai me dizia que eu tinha um “apaixonador froxo”, traduzindo, era fácil de me apaixonar por qualquer menina. E tinha uma menina que gostei dela, que vou chamar aqui de Marta. Será um nome fictício que vou usar para essa pessoa, pois realmente não tenho como usar o nome real, já que a pessoa não foi consultada em relação a ter uma história que a envolve publicada na internet.

As estratégias

Pois bem, eu queria que essa menina fosse minha primeira namorada. Então, tentei de 2 formas. Na primeira eu escrevi uma declaração de amor. Ela leu, guardou e “divulgou”. Foi bom pra seu ego, mas não disse nem que sim, nem que não. Ficou uma resposta “em aberto”.

Na segunda tentativa, eu chamei ela para sair juntos. Meu Deus, marquei um encontro, meu primeiro encontro oficial com uma “mina”. Será que me sairia bem?

Como foi o passeio

Ela topou sair comigo. Uau!! Primeira vitória. Taquei aquele desodorante Axe Preto (pronuncia ácsse), vesti minha melhor roupa e fui buscar ela em casa. De lá seguimos para o ponto de ônibus. É, meu amigo, nos anos 90 os jovens não opção de Uber não, era o famoso “buzú” mesmo.

O primeiro passeio foi no Shopping. Lá nós comemos alguma coisa, que não me lembro.

As conversas não foram das melhores. Ela preferiu falar sobre seus pretendentes e tinha um em especial que ela gostava mais. Ela um que ela fazia uma cara de muito apaixonada quando falava dele.

Eu tinha uma autoestima tão baixa, mas tão baixa que isso já era suficiente pra levar embora quaisquer expectativas.

O Vexame

Agora vem a parte mais engraçada. Do Shopping, a gente vinha direto pra casa, mas avistamos uma churrascaria muito famosa e resolvemos entrar. Eu não tinha mínima ideia de como isso funcionava. Também era a primeira vez que entrei numa churrascaria.

Entramos, escolhemos uma mesa e ficamos olhando o cardápio. Eu pedi uma cerveja. De repente, veio todo tipo de carne para nos servir, ela picanha, linguiça, etc. Uma variedade muito grande mesmo. Olhamos um para o outro e dissemos: “Mas não pedimos nada disso. E agora?”. Não tinha dinheiro para pagar e também estávamos sem fome.

Não demorou e nossa mesa estava lotada de comida. Nós não tocamos em nada. Chamei o garçon e pedi explicações. Ele disse: “Aqui se paga por pessoa. Então, você e ela vai dá R$ 160,00 (não lembro o valor exato). Então eu disse: “Mas eu não quero toda essa comida. O que dá para fazer? ” Eles então retiraram tudo e pagamos só a cerveja e saímos. Até hoje, me lembro disso e acho que foi muito constrangedor, mas ao mesmo tempo, engraçado. Acredito que os atendentes devem ter entendido a situação, pela nossa idade.

Saímos da churrascaria rindo muito. Mas não teve como a história não se espalhar entre os “amigos” e a zoeira tomou conta, nos dias a frente.

A chance perdida

Ao chegar em sua casa, “Marta” olhou pra mim e disse: “Hélio, você tem tudo para me conquistar. Só depende de você”. Só dei um sorriso. Nos despedimos e não rolou nada. Nada mesmo.

Ao analisar a história hoje eu vi que naquela época, não só eu tinha um “apaixonador froxo”, mas que eu era um baita dum froxo também. Porque eu gostava dela e naquele momento seria bom tê-la namorado, independente dos rumos dos acontecimentos, se iríamos casar ou não. Fica a lição. Não seja froxo como eu fui e tente. Se não der certo, não terá do que se arrepender. Mas entenda, não me arrependo de não estar com ela até hoje, porque o futuro pertence a Deus, mas me arrependo de não ter namorado, porque faltou muita atitude da minha parte.

As lições que ficam

E se você, “Marta”, estiver lendo isso, quero dizer que é difícil de acreditar que o tempo passe tão rápido como passou. Que a gente acha que os adultos já nascem adultos e que nós jovens pertencemos a outro mundo. Mas não. Décadas se passaram. Hoje você tem seu marido, seus filhos e eu também tenho minha família. Procuro ter somente as boas recordações do passado. Esse e outros momentos foram bons para nos amadurecer. A vida acontece no presente. Vamos viver esse presente da melhor forma possível. Desejo tudo de bom para você e sua família.

E para você que me segue aqui no blog ou nas redes sociais, continue comigo. Se gostaram de histórias como essa, deixe nos comentários, que posto mais.

Até a próxima!

 

 

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