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Belém, Dia 1: Explorando o Ver-o-Peso e as Primeiras Impressões da Capital Paraense

Olá, pessoal! Bem-vindo a mais um post. Hoje quero compartilhar com vocês nossas primeiras impressões de Belém, a fascinante capital do Pará. Chegamos nessa terra abençoada na madrugada do dia 13 de agosto de 2024, e mal posso esperar para contar tudo o que vivemos no nosso primeiro dia nessa cidade cheia de história e cultura. Preparem-se para uma jornada repleta de cores, cheiros e experiências únicas!

Resumo

  • Data da visita: 13 de agosto de 2024
  • Clima: Quente e úmido, típico da região amazônica
  • Principais atividades: Exploração do Mercado Ver-o-Peso, captação de imagens com drone, passeio na Estação das Docas
  • Curiosidade: Belém é conhecida como a “Cidade das Mangueiras” devido às suas ruas arborizadas

Chegada em Belém: A Madrugada que Virou Dia

Rapaz, que chegada foi essa! A madrugada já ia alta (00:45H) quando finalmente pisamos em solo paraense. Estávamos cansados? Claro que sim, mas vou te contar uma coisa: a animação era bem maior que o cansaço. É aquela história, sabe? Quando a gente tá prestes a descobrir um lugar novo, parece que o corpo ganha uma energia extra.

Mal saímos do aeroporto e já sentimos o abraço quente e úmido de Belém. É como se a cidade estivesse nos dando as boas-vindas do jeito dela: com um calor de rachar e uma umidade que faz a gente se sentir dentro de uma sauna natural. Mas sabe de uma coisa? Esse clima diferente só aumentou nossa empolgação para explorar a capital paraense.

Mercado Ver-o-Peso: O Coração Pulsante da Amazônia Urbana

Logo cedo, partimos para nossa primeira grande aventura em Belém: explorar o famoso Mercado Ver-o-Peso. E rapaz, que lugar cheio de vida! É como se todos os cheiros, cores e sons da Amazônia estivessem concentrados ali. Fundado lá em 1688, esse mercado é um verdadeiro patrimônio histórico e cultural de Belém. Com mais de 300 anos de história nas costas, o Ver-o-Peso carrega o título de maior feira livre da América Latina, ocupando uma área de aproximadamente 35.000 m². É de cair o queixo!

Fundado lá em 1688, esse mercado é um verdadeiro patrimônio histórico e cultural de Belém

O nome “Ver-o-Peso” tem uma história e tanto. Vem do português antigo “haver o peso”, referindo-se à casa de pesagem onde eram pesadas e taxadas as mercadorias no período colonial. Olha só como as coisas mudam, né? O que antes era um posto de arrecadação de impostos hoje é o coração pulsante do comércio popular paraense.

Imagina só, são mais de 1.300 barracas espalhadas por todo o complexo. Tem de tudo: frutas exóticas que você nunca viu na vida, ervas medicinais que prometem curar desde uma dor de cabeça até mal de amor, peixes frescos de espécies que eu nem sabia que existiam, artesanato local que é uma verdadeira obra de arte, e até as famosas “garrafadas” – aquelas misturas de ervas que, segundo os vendedores, são capazes de fazer milagres.

São mais de 1.300 barracas espalhadas por todo o complexo.

Agora, vou ser sincero com vocês: o cheiro não é dos mais agradáveis para narizes não acostumados. É uma mistura intensa que pode surpreender de primeira. O aroma forte de peixe fresco se mistura com o perfume das ervas aromáticas e o doce das frutas exóticas, criando uma sinfonia olfativa que conta a história da região amazônica. O mercado de peixe, por exemplo, comercializa cerca de 200 espécies diferentes – algumas que eu nunca tinha visto na vida!

O mercado de peixe, por exemplo, comercializa cerca de 200 espécies diferentes.

E preparem-se para uma cena inusitada: os urubus! Tem mais urubu que gente por ali. No começo, confesso que fiquei meio surpreso. Afinal, não é todo dia que você vai fazer compras e se depara com uma revoada de aves de rapina, né? Mas depois entendi que eles fazem parte da paisagem local. É como se fossem os fiscais sanitários naturais do mercado, sabe? Eles ajudam a manter o lugar limpo, dando um jeito nos restos de peixe e outras sobras. É a natureza trabalhando em harmonia com o comércio local, um espetáculo à parte!

A importância do Ver-o-Peso para a economia e a cultura local é imensa. É aqui que muitos paraenses compram seus alimentos diariamente, e onde nós, turistas, podemos mergulhar de cabeça na cultura amazônica. As ervas medicinais, por exemplo, são um capítulo à parte. Os feirantes são verdadeiros conhecedores, sempre prontos pra contar uma história ou dar uma dica sobre como usar cada planta.

E não dá pra falar do Ver-o-Peso sem mencionar o tacacá. Vi várias mulheres, as famosas tacacazeiras, preparando essa iguaria típica com uma habilidade impressionante. O cheiro do tucupi e do jambu era de dar água na boca! É uma tradição que passa de geração em geração, mantendo viva a cultura alimentar da região.

O complexo do Ver-o-Peso vai além das barracas da feira. Inclui o Mercado de Peixe, o Mercado de Carne, a Praça do Relógio, a Doca e os casarões históricos ao redor. Cada cantinho tem uma história pra contar, desde os tempos coloniais até os dias de hoje. É um lugar onde o passado e o presente se encontram, criando uma atmosfera única.

Se você planeja visitar o Ver-o-Peso, tenho algumas dicas: vá cedo, o movimento começa antes mesmo do sol nascer, e é quando você vê o mercado realmente ganhando vida. Leve dinheiro em espécie, muitos vendedores não aceitam cartão. E o mais importante: converse com os feirantes! Eles têm histórias incríveis pra contar e podem te dar dicas valiosas sobre a culinária local.

Saí do Ver-o-Peso com a sensação de ter vivido algo único. É um lugar que mexe com todos os sentidos e te faz sentir verdadeiramente na Amazônia. Apesar do cheiro forte e dos urubus (que confesso, no final até achei charmosos), é uma experiência que todo viajante deveria ter. O Ver-o-Peso é muito mais que um mercado – é um mergulho profundo na cultura, nos sabores e nos aromas da região amazônica. Uma experiência que, tenho certeza, vai ficar gravada na minha memória por muito tempo!

Voando Alto: Belém Vista de Cima

Não podíamos perder a chance de registrar Belém de um ângulo diferente. Então, liberamos o Mangabinha, nosso fiel drone, e rapaz… que imagens lindas! Dava para ver a cidade toda lá de cima, uma vista de tirar o fôlego! Os rios serpenteando entre o verde da floresta e o cinza da cidade, as embarcações coloridas navegando, o mercado fervilhando de gente… É uma perspectiva que faz a gente se sentir pequeno diante da grandeza da Amazônia urbana.

Alerta de Segurança: Sempre Alerta!

Agora, vamos falar de um assunto mais sério. Logo de cara, a gente notou que é preciso ficar esperto em Belém. Tem muitas pessoas em situação de rua e algumas figuras que parecem um pouco suspeitas. Não quero assustar ninguém, mas é sempre bom andar com atenção, guardar bem os pertences e evitar ostentar objetos de valor. A dica é curtir a cidade, mas sempre com um olho no peixe e outro no gato, como diz o ditado.

Estação das Docas: O Pôr do Sol Perfeito e Muito Mais

Para fechar o dia com chave de ouro, demos uma passada na Estação das Docas. E rapaz, que lugar fascinante! É um complexo turístico e cultural que fica à beira do rio, com uma história que remonta ao auge do ciclo da borracha. Inaugurada em 2000, a Estação das Docas é um exemplo brilhante de como revitalizar áreas portuárias, transformando antigos galpões em espaços de lazer e cultura.

O complexo se estende por mais de 32 mil metros quadrados, divididos em três galpões principais: o Boulevard das Artes, o Boulevard da Gastronomia e o Boulevard das Feiras e Exposições. Cada um tem sua própria personalidade, sabe? No Boulevard da Gastronomia, por exemplo, tem de tudo: desde restaurantes sofisticados até quiosques que vendem comidas típicas da região. Aproveitei para experimentar um açaí na tigela que, olha, era de lamber os beiços!

O complexo se estende por mais de 32 mil metros quadrados, divididos em três galpões.

Mas o que realmente rouba a cena é a vista para o pôr do sol. É de cinema, viu? O céu fica todo pintado de tons de laranja e rosa, refletindo nas águas da Baía do Guajará. Fiquei ali, encostado na amurada, vendo o sol se pôr lentamente atrás das ilhas. Um espetáculo da natureza que fez todo o cansaço da viagem valer a pena. Tirei umas fotos, mas confesso que nenhuma fez justiça à beleza do momento.

A Estação das Docas não é só um lugar bonito de se ver, não. É um pedaço vivo da história de Belém. Os galpões, construídos em estrutura de ferro importada da Inglaterra no início do século XX, são um testemunho da época áurea da borracha. Dá pra sentir o peso da história enquanto você caminha por ali. Tem até um museu, o Porto Futuro, que conta essa história toda de forma bem interessante.

À noite, o lugar ganha uma atmosfera toda especial. As luzes se acendem, refletindo na água, e uma brisa fresca vem do rio. É o point perfeito pra tomar uma cervejinha gelada e curtir uma boa música ao vivo. Aliás, se você for, não deixe de experimentar a cerveja local. Tem umas artesanais que são uma delícia!

Uma coisa que achei bem legal foi o Terminal Fluvial. Dali saem barcos para várias ilhas próximas, como a famosa Ilha do Combu. Fiquei com vontade de fazer esse passeio, mas o tempo estava curto. Fica a dica pra próxima vez!

Saí da Estação das Docas com aquela sensação gostosa de ter descoberto um lugar especial. É desses lugares que a gente visita e já fica pensando em voltar. Sabe por quê? Porque mistura de forma perfeita o charme histórico com o conforto moderno, tudo isso embalado por uma vista de tirar o fôlego. Se você vier a Belém, não deixe de incluir a Estação das Docas no seu roteiro. E se puder, programe-se pra estar lá no fim da tarde. Acredite, aquele pôr do sol vai ficar gravado na sua memória por muito tempo!

História de Belém: Uma Cidade com Raízes Profundas

Antes de encerrar esse relato do nosso primeiro dia, acho importante compartilhar um pouco da história dessa cidade fascinante. Belém foi fundada em 12 de janeiro de 1616 pelos portugueses, com o objetivo de proteger a região amazônica de invasões estrangeiras. O nome completo da cidade é Santa Maria de Belém do Grão Pará, mas todo mundo conhece como Belém mesmo.

A cidade teve um papel crucial durante o período da borracha, no final do século XIX e início do XX, quando experimentou um boom econômico e cultural. Isso explica a arquitetura imponente que ainda podemos ver em alguns pontos da cidade, como o famoso Teatro da Paz.

Economia e População: Belém Hoje

Atualmente, Belém é uma metrópole com mais de 1,4 milhão de habitantes. A economia da cidade é bem diversificada, com destaque para o comércio, serviços e indústria. O turismo também tem um papel importante, com a cidade atraindo visitantes interessados em conhecer a cultura amazônica e a gastronomia paraense.

Melhor Época para Visitar

Se você está pensando em visitar Belém, é bom saber que o clima aqui é quente e úmido o ano todo. Mas se quiser fugir um pouco da chuva (embora seja difícil escapar totalmente), a melhor época é entre junho e novembro, que é considerada a estação “seca”. Mas não se engane: mesmo nessa época, é bom andar sempre com um guarda-chuva na bolsa. Afinal, não é à toa que chamam a chuva da tarde de “piracema” por aqui!

Conclusão: Um Dia para Lembrar

Nosso primeiro dia em Belém foi uma verdadeira imersão na cultura paraense. Do calor intenso às vistas deslumbrantes, das peculiaridades urbanas aos contrastes sociais, cada momento foi uma descoberta. Belém é uma cidade que desperta todos os sentidos e, mesmo com seus desafios, tem um charme único que cativa o visitante.

E aí, ficaram curiosos para saber mais sobre nossas aventuras em Belém? Nos próximos posts, vou contar sobre outros pontos turísticos, as comidas típicas que experimentamos (incluindo o famoso tacacá!) e as surpresas que essa cidade amazônica nos reservou. Fiquem ligados!

Ah, e não se esqueçam de deixar nos comentários o que vocês gostariam de saber sobre Belém. Suas perguntas podem virar tema dos próximos posts!

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