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O que fazer na Estação das Docas em Belém do Pará

Belém tem muito o que ver, mas teve um lugar que ficou marcado pra mim. A Estação das Docas. A gente entrou ali sem grande expectativa e saiu com a sensação de ter encontrado um dos cantos mais bonitos que já conheci no Brasil. Tem rio do lado, história nas paredes, comida boa, música no ar e um fim de tarde que faz todo mundo parar pra olhar.

A Estação das Docas é um antigo complexo portuário de Belém que foi requalificado e hoje recebe os visitantes à beira da Baía do Guajará, com restaurantes, lojas, música ao vivo e uma orla que muda de cor quando o sol começa a baixar. Lá fora o calor castiga, mas lá dentro o ambiente é climatizado, calmo e bem vigiado, então dá pra aproveitar sem pressa.

O que é a Estação das Docas

Pra quem nunca foi, imagine um grande corredor à beira do rio montado dentro de antigos armazéns do porto. É isso. Hoje o lugar funciona como polo gastronômico, cultural e turístico, com cervejaria, sorveteria, lojinhas, espaço pra eventos e até teatro. Tudo de frente pra Baía do Guajará, com aquela vista de rio largo, água barrenta e barcos passando devagar ao longe.

Logo que entrei, já senti que ia gostar do passeio. Se você procura um programa obrigatório em Belém, que em hipótes4e alguma pode ficar fora do seu roteiro, é pra cá que eu te mando.

Um pouco da história do lugar

E não é só beleza, viu? Tem memória ali também. O complexo foi erguido sobre a antiga área portuária do começo do século XX, do tempo do auge da borracha, quando Belém era uma das cidades mais ricas e movimentadas do país. Com os anos, o porto foi perdendo a função. Os armazéns ficaram meio largados.

No ano 2000 veio a requalificação e o lugar renasceu como Estação das Docas. O bonito é que preservaram a estrutura original: os três armazéns de ferro inglês continuam de pé, e até os guindastes antigos ficaram no lugar, virando parte da decoração. Você passeia, come, bebe e ainda esbarra na história de Belém o tempo todo.

O tamanho e a estrutura

E olha que o espaço é grande. São cerca de 32 mil metros quadrados, com uns 500 metros de orla pra você caminhar à beira do rio. A área se divide em três boulevards: o das Artes, o da Gastronomia e o das Feiras e Exposições. Cada armazém tem a sua função, então tem coisa pra todo tipo de gente.

Tem um detalhe que muita gente não repara: a Estação tem elevador e uma parte superior. Vale subir. Lá de cima a vista do rio aparece de outro jeito, e você entende melhor o tamanho do lugar.

A parte honesta: segurança dentro e fora

Aqui eu vou ser franco, porque é assim que eu gosto de contar as coisas. Dentro da Estação eu me senti seguro do começo ao fim. Tem policiamento, tem guarda, tem tudo, dá pra andar à vontade e fazer suas imagens sem aquela tensão nas costas.

O que pega é o entorno. Nos arredores e do lado de fora tem bastante pedinte, bastante gente pedindo dinheiro, e algumas pessoas de jeito suspeito circulando, sem muito controle. Confesso que cheguei meio cismado, ainda mais carregando equipamento caro comigo. E sabe o que aconteceu? Nada. Não tivemos problema nenhum. No fim, a regra é simples: lá fora, a mesma atenção que você teria no centro de qualquer cidade grande; lá dentro, sossego.

O conforto lá dentro parece um shopping

Quem conhece Belém sabe que o calor de lá não dá trégua. Você anda na rua e parece que vai derreter. Aí entra na Estação e leva um choque bom: ar-condicionado, ambiente fresco, aquele alívio depois de encarar o sol lá fora. É outro mundo.

Piso polido, vitrines acesas, gente andando devagar de um armazém pro outro. As lojas ficam dos dois lados, e o pé-direito alto dos antigos galpões dá uma sensação de espaço que poucos lugares têm. No fim você leva os dois de uma vez: a beleza da orla do lado de fora e o conforto de um ambiente fresco e bem cuidado do lado de dentro.

O que comer e beber por lá

E com esse fresquinho, a vontade de sentar pra comer alguma coisa vem fácil. O Boulevard da Gastronomia tem restaurante pra todo gosto, com os sabores do Pará em primeiro plano. No nosso dia a gente tomou chopp na cervejaria local, dessas bem conhecidas ali, e caprichou no açaí, encorpado e grosso do jeito que só os paraenses servem. Tem ainda sorveteria com sabor de cupuaçu, bacuri e taperebá, frutas que muita gente de fora nunca nem provou. Senta com vista pro rio e come sem relógio. Faz diferença.

Música ao vivo e o pôr do sol

Mas se você me perguntar o que mais me ganhou, eu não tenho dúvida. Foi a música ao vivo, tocando de vários cantos ao mesmo tempo, dando aquele ânimo no passeio. E foi o fim de tarde. Quando o sol começa a descer sobre a Baía do Guajará, o céu vai ficando alaranjado, depois avermelhado, e os barcos viram silhueta na água. A temperatura cai. Fica gostoso ficar ali parado, só olhando.

À noite o lugar acende as luzes e ganha outra cara. Eu já vi muito pôr do sol rodando esse Brasil. Esse, com o rio do lado e a música no fundo, entrou fácil na minha lista dos mais bonitos.

Tem lugar que a gente visita e esquece no dia seguinte. A Estação das Docas eu trouxe comigo.

Leia mais no blog

Se você curte esse tipo de passeio pela região Norte, dá uma olhada também nos meus outros relatos sobre Belém e sobre outros destinos da Amazônia aqui no blog. Tem muita coisa boa pra quem está montando o roteiro.

Minha dica de quem foi e saiu querendo voltar: vá no fim da tarde pra pegar o pôr do sol e emendar com a música ao vivo, que é a melhor hora, com a luz bonita e a temperatura amena à beira do rio. Nos arredores, ande atento por causa do movimento de pedintes, mas fique sossegado, porque lá dentro tem policiamento e guarda. Suba de elevador até a parte superior pra ver o rio de cima, prove o açaí e um sorvete de fruta amazônica, e reserve um tempo pra caminhar os 500 metros de orla sem pressa. Fui com a minha digníssima, e os dois saímos de lá com a mesma frase na boca: um dia, a gente volta.

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