Quanto custa comer na Praia do Calhau, em São Luís?

Cheguei na Praia do Calhau às três da tarde e passei uns trinta minutos dentro da água. Quando a fome apertou, já era noite e a Avenida Litorânea estava toda acesa, cheia de gente andando de um lado pro outro.
Aí eu comecei a olhar os cardápios dos quiosques. Um, depois outro. E a conversa mudou de assunto na hora.
Vá com fome, mas vá avisado
Comer de frente pro mar em São Luís tem um preço, e na Litorânea esse preço varia de um jeito que assusta quem chega desavisado. Anotei os valores que encontrei nos quiosques naquela noite, e conto quanto a nossa conta ficou no fim. Tem também o susto que a gente levou antes de ir embora, e esse não tinha nada a ver com dinheiro.
Os preços que eu anotei nos quiosques
Vou do topo pra baixo, que é como o susto acontece. Tinha prato de R$ 195. Tinha de R$ 100. Tinha de R$ 95. E tinha o mais simples do cardápio, R$ 50. Essa foi a faixa que eu encontrei circulando nos quiosques da Praia do Calhau naquela noite.
Rapaz, quem chega imaginando aquele preço camarada de barraca de praia vai abrir o cardápio e recalcular a viagem inteira. Só que tem um detalhe importante, e seria injusto da minha parte esconder: ali na orla não existe só quiosque. Existe também um monte de barraquinha popular, e dá pra comer por muito menos se você caminhar um pouco e escolher em vez de sentar no primeiro lugar. Comida pra todos os bolsos tem. O que não tem é aviso na entrada.
A conta foi R$ 110 e eu sabia o que estava fazendo
A gente estava viajando no modo econômico. Passeio contado, hospedagem pesquisada, marmita quando dava. Naquela noite eu abri exceção de propósito. Jantamos ali mesmo na praia, com arroz, vinagrete e farofa acompanhando, e a conta ficou em R$ 110 para nós dois.
Foi caro pro nosso padrão de viagem? Foi. Me arrependi? Também não. A gente tinha passado a semana inteira contando moeda, e aquela era a última praia da viagem. Tem hora que a exceção faz parte do orçamento, desde que continue sendo exceção. O Uber de volta pro hotel saiu R$ 15,90, e esse eu achei barato pro horário.
O Mangabinha subiu duas vezes e o sol não apareceu nenhuma
Subi o drone assim que cheguei e subi de novo depois das seis da tarde. Pôr do sol não teve. Aliás, em nenhum dia da viagem inteira em São Luís a gente viu o sol aparecer, nem por engano. Foi céu fechado do começo ao fim.

Mesmo assim as imagens do anoitecer ficaram muito bonitas. A Litorânea é uma avenida enorme, e de cima aquela fileira de luzes acompanhando a curva da praia dá uma noção do tamanho da coisa que do chão você não tem. Voar no escuro exige mais cuidado, porque a referência visual some e você fica dependendo do que a tela mostra.
A câmera ficou sozinha em cima da mesa
Estávamos sentados numa mesa fazendo um lanche rápido quando minha digníssima me pediu pra acertar a conta. Eu levantei. Ela levantou também. A DJI Pocket 3, que é a câmera com que eu gravo tudo, ficou lá, sozinha, em cima da mesa.

A gente já estava indo embora quando o funcionário do quiosque chamou e mostrou a câmera na mão dele. Nosso Deus. Foi a segunda vez que eu quase perco uma câmera cara, e a primeira sumiu sem explicação até hoje. O prejuízo em dinheiro já seria ruim, mas o pior era perder todas as gravações do dia. Depois desse dia a gente combinou uma regra: antes de sair de qualquer mesa, qualquer banco, qualquer lugar, é obrigatório fazer uma conferida na mesa e nos bolsos. A gente chama de check-in de saída. Nunca mais deixei de fazer.
Se você for comer na orla de São Luís, olha isso aqui
- Ande um pouco antes de sentar. As barraquinhas populares e os quiosques ficam na mesma orla, com preços bem diferentes
- Peça o cardápio com preço antes de sentar, e não depois de acomodar a família toda na mesa
- Pergunte se o prato serve uma ou duas pessoas, isso muda a conta pela metade
- Confira se tem taxa de serviço e couvert antes de pedir alguma coisa pra beliscar
- Faça o check-in de saída. Olhe a mesa antes de levantar, principalmente se você viaja com câmera, drone ou celular na mão o tempo todo
- Pra voar de drone à noite, suba devagar e mantenha o aparelho no seu campo de visão, porque a noção de distância engana no escuro
- A Litorânea tem calçadão e ciclofaixa, então dá pra fazer o passeio a pé sem depender de carro dentro da orla
Guardei o drone, conferi a mesa mais uma vez e a gente pegou o Uber de volta. As imagens da orla à noite eu posto depois.
E você, pagaria R$ 110 num jantar de quiosque na beira da praia ou caminharia até achar uma barraquinha mais em conta?

Leia também
Mais lidos
- 1
ParanáOnde Comer Bem e Barato em Guaratuba: Conheça o Restaurante Brisa do Mar - 2
ParanáFiação subterrânea em Curitiba: o projeto que pode mudar a cidade - 3
MaranhãoCafé da manhã em Barreirinhas: simplicidade antes da despedida - 4
Breaking NewsEntre Lagos, Neve e Ceará: Para Onde Viajar esse fim de ano? - 5
SergipeZezé de Boquim: quem é o cordelista mais famoso de Sergipe
Comentários
Seja o primeiro a comentar
Sua opinião sobre o destino, uma dúvida, uma correção — tudo é bem-vindo.
Continue lendo sobre Maranhão
MaranhãoNão viaje pra São Luís em maio: nove dias inteiros sem ver o sol
O sol de São Luís eu vi uma vez em nove dias. Foi na manhã de 10 de maio de 2025, na hora que desci do avião. Olhei…
Hotéis - AvaliaçõesPousada Meu Xodó em Barreirinhas: diária de R$ 139
Pousada Meu Xodó em Barreirinhas: diária de R$ 139 Se você está procurando uma hospedagem com preço justo em…
MaranhãoCafé da manhã em Barreirinhas: simplicidade antes da despedida
Nosso último dia em Barreirinhas começou cedo. Por volta das 8 horas da manhã, saímos da pousada em busca do café da…
MaranhãoComércio Popular São Luís: Mercado das Tulhas e Rua Grande
Quando pisei pela primeira vez no Centro Histórico de São Luís em maio de 2025, fui direto pro Mercado das Tulhas. Não…
