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Quanto custa comer na Praia do Calhau, em São Luís?

·5 min de leitura·por Helio Pere
Quanto custa comer na Praia do Calhau, em São Luís?

Cheguei na Praia do Calhau às três da tarde e passei uns trinta minutos dentro da água. Quando a fome apertou, já era noite e a Avenida Litorânea estava toda acesa, cheia de gente andando de um lado pro outro.

Aí eu comecei a olhar os cardápios dos quiosques. Um, depois outro. E a conversa mudou de assunto na hora.

Vá com fome, mas vá avisado

Comer de frente pro mar em São Luís tem um preço, e na Litorânea esse preço varia de um jeito que assusta quem chega desavisado. Anotei os valores que encontrei nos quiosques naquela noite, e conto quanto a nossa conta ficou no fim. Tem também o susto que a gente levou antes de ir embora, e esse não tinha nada a ver com dinheiro.

Os preços que eu anotei nos quiosques

Vou do topo pra baixo, que é como o susto acontece. Tinha prato de R$ 195. Tinha de R$ 100. Tinha de R$ 95. E tinha o mais simples do cardápio, R$ 50. Essa foi a faixa que eu encontrei circulando nos quiosques da Praia do Calhau naquela noite.

Rapaz, quem chega imaginando aquele preço camarada de barraca de praia vai abrir o cardápio e recalcular a viagem inteira. Só que tem um detalhe importante, e seria injusto da minha parte esconder: ali na orla não existe só quiosque. Existe também um monte de barraquinha popular, e dá pra comer por muito menos se você caminhar um pouco e escolher em vez de sentar no primeiro lugar. Comida pra todos os bolsos tem. O que não tem é aviso na entrada.

A conta foi R$ 110 e eu sabia o que estava fazendo

A gente estava viajando no modo econômico. Passeio contado, hospedagem pesquisada, marmita quando dava. Naquela noite eu abri exceção de propósito. Jantamos ali mesmo na praia, com arroz, vinagrete e farofa acompanhando, e a conta ficou em R$ 110 para nós dois.

Foi caro pro nosso padrão de viagem? Foi. Me arrependi? Também não. A gente tinha passado a semana inteira contando moeda, e aquela era a última praia da viagem. Tem hora que a exceção faz parte do orçamento, desde que continue sendo exceção. O Uber de volta pro hotel saiu R$ 15,90, e esse eu achei barato pro horário.

O Mangabinha subiu duas vezes e o sol não apareceu nenhuma

Subi o drone assim que cheguei e subi de novo depois das seis da tarde. Pôr do sol não teve. Aliás, em nenhum dia da viagem inteira em São Luís a gente viu o sol aparecer, nem por engano. Foi céu fechado do começo ao fim.

  Do chão você não percebe o tamanho da avenida. De cima a vista é linda  

Mesmo assim as imagens do anoitecer ficaram muito bonitas. A Litorânea é uma avenida enorme, e de cima aquela fileira de luzes acompanhando a curva da praia dá uma noção do tamanho da coisa que do chão você não tem. Voar no escuro exige mais cuidado, porque a referência visual some e você fica dependendo do que a tela mostra.

A câmera ficou sozinha em cima da mesa

Estávamos sentados numa mesa fazendo um lanche rápido quando minha digníssima me pediu pra acertar a conta. Eu levantei. Ela levantou também. A DJI Pocket 3, que é a câmera com que eu gravo tudo, ficou lá, sozinha, em cima da mesa.

  A orla da Praia do Calhau vista de cima, já com as luzes da Litorânea acesas  

A gente já estava indo embora quando o funcionário do quiosque chamou e mostrou a câmera na mão dele. Nosso Deus. Foi a segunda vez que eu quase perco uma câmera cara, e a primeira sumiu sem explicação até hoje. O prejuízo em dinheiro já seria ruim, mas o pior era perder todas as gravações do dia. Depois desse dia a gente combinou uma regra: antes de sair de qualquer mesa, qualquer banco, qualquer lugar, é obrigatório fazer uma conferida na mesa e nos bolsos. A gente chama de check-in de saída. Nunca mais deixei de fazer.

Se você for comer na orla de São Luís, olha isso aqui
  • Ande um pouco antes de sentar. As barraquinhas populares e os quiosques ficam na mesma orla, com preços bem diferentes
  • Peça o cardápio com preço antes de sentar, e não depois de acomodar a família toda na mesa
  • Pergunte se o prato serve uma ou duas pessoas, isso muda a conta pela metade
  • Confira se tem taxa de serviço e couvert antes de pedir alguma coisa pra beliscar
  • Faça o check-in de saída. Olhe a mesa antes de levantar, principalmente se você viaja com câmera, drone ou celular na mão o tempo todo
  • Pra voar de drone à noite, suba devagar e mantenha o aparelho no seu campo de visão, porque a noção de distância engana no escuro
  • A Litorânea tem calçadão e ciclofaixa, então dá pra fazer o passeio a pé sem depender de carro dentro da orla

Guardei o drone, conferi a mesa mais uma vez e a gente pegou o Uber de volta. As imagens da orla à noite eu posto depois.

E você, pagaria R$ 110 num jantar de quiosque na beira da praia ou caminharia até achar uma barraquinha mais em conta?

  Pôr do sol não teve em nenhum dia da viagem. O anoitecer compensou  


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