Flávio Migliaccio – Interpretando a carta de despedida

No dia 5 de maio de 2020, em meio a pandemia do Coronavirus (COVID-19), veio a tona a notícia do falecimento do ator Flávio Migliaccio. Nesse post não vou falar sobre sua história, seus personagens ou sua vida profissional. Vou tentar analisar a mensagem nas entrelinhas de sua carta de despedida e refletir um pouco sobre o suicídio que infelizmente ceifou sua vida. Abaixo está a carta original, disponível em todos os portais de notícia.

“Me desculpem, mas não deu mais. A velhice neste país é (…) como tudo aqui. A humanidade não deu certo. A impressão que foram 85 anos jogados fora num país como este e com esse tipo de gente que acabei encontrando. Cuidem das crianças de hoje”, disse na carta.

“A velhice neste país”

Queremos viver muito, para isso nos tratamos, tomamos remédios, fazemos exercícios, nos alimentamos bem. Enfim, fazemos todo o possível para viver e estar ao lado das pessoas que amamos e poder usufruir um pouco do nosso trabalho digno. Quando “tudo dá certo” a gente envelhece e com a idade vem os problemas de saúde, as limitações e infelizmente, para muitos, a desesperança.

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A velhice tem seus desafios não somente “nesse país” como disse o ator em sua carta, mas em qualquer país. Tenho absoluta certeza de que não tem um único idoso na face dessa terra que não tomaria um “elixir da juvenilidade” e que não venderia tudo o que tem para voltar a ter sua juventude de volta, seu vigor, sua saúde e porque não dizer, sua beleza e charme.

Infelizmente falta a muitos estrutura emocional e fé, para seguir adiante e enfrentar os desafios da idade avançada. É triste, mas é uma realidade que só nos cabe aceitar e nada mais.

“A humanidade não deu certo”

Quero dizer primeiramente que respeito o ponto de vista de cada um dos meus leitores, não importa sua crença ou descrença, mas quero expor aqui no meu blog meu ponto de vista sobre essa questão. A humanidade realmente não deu certo.Flávio Migliaccio, o senhor disse muito bem, pois o Criador fez um casal perfeito para viver uma vida perfeita e infinita, mas esse casal usou mal seu livre arbítrio e as consequência são as que sentimos até hoje. 

Se a humanidade tivesse dado certo, não haveria escravidão, desigualdade social, ódio, preconceito, violência e a adoração aos prazeres sexuais, tão comuns em nossos dias. E ainda culpam a Deus por tudo isso. Mas pessoas conscientes sabem que o Criador não é o culpado, mas o próprio ser humano, através de suas escolhas ruins. Há esperança? Sim. Eu acredito. Mas se você não acredita, eu entendo. 

A impressão que foram 85 anos jogados fora num país como este

Essas palavras não fazem sentido. Reflete a mente de alguém que está prestes a tirar a própria vida. Alguém que pratica um ato de tamanha violência contra a própria vida já não pode estar tão bem em sentido emocional ou psicológico. 

Flávio Migliaccio, eu sei que não pode ler o que vou escrever aqui, mas o senhor foi alguém que contribuiu muito para o país e por que não dizer, para o mundo. O senhor foi alguém que comprou, vendeu, pagou impostos, viajou, se apaixonou,  enfim, viveu intensamente. Seus 85 anos aqui nem de longe podem ser classificados como “jogados fora”. O senhor viveu e foi muito feliz aqui e teve seu trabalho reconhecido em seu meio. Não foi em vão. Infelizmente, estamos aqui só por algum tempo, e por mais que alguns achem que demore, mas um dia a conta chega e nada podemos fazer, além de pagar, com a própria vida. É assim desde o começo da humanidade e será assim ainda por algum tempo.

Cuidem das crianças de hoje

As crianças de hoje terão a mesma vida e o mesmo futuro que o senhor teve. Elas também vão casar, trabalhar, viajar e por fim vão envelhecer e morrer. Nada muda de uma geração para outra. O poder do sere humano é limitado e infelizmente as pessoas têm como seus ídolos os piores exemplos. Nada vai mudar. Absolutamente nada até o dia que o Criador intervir. 

Que todos nós possamos cuidar não só das crianças, mas dos nossos idosos, dando a eles uma boa qualidade de vida para que tenham relativa alegria, como qualquer pessoa merece, não importa a idade.

 

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