Análise: O ataque dos EUA que matou Qassem Soleimani pode levar a uma Terceira Guerra Mundial?

Foto de 2016 mostra Qassem Soleimani em celebração do aniversário da revolução islâmica de 1979 no Irã — Foto: AP Photo/Ebrahim Noroozi, File

O mundo acordou hoje sob ameaça de uma Terceira Guerra Mundial. Qassem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária Iraniana é morto num ataque realizado pelos EUA. O ataque mata também Abu Mahdi al-Muhandis, chefe de milícia iraquiana apoiada pelos iranianos.

A repercussão é global. O ataque foi feito com drones. Eles estavam no terminal de cargas do aeroporto de Bagdá.

Soleimani tinha 62 anos. Era a segunda autoridade do país e comandava o mais importante exército do Irã. A morte dele é de maior impacto do que a morte de Bin Laden.

Soleimani é considerado um herói nacional. Já servia ao país por mais de 20 anos. O Irã decretou luto de 3 dias e avisou: depois disso, os EUA podem aguardar retaliação.

“O martírio é a recompensa por seu trabalho incansável durante todos estes anos (…) Se Deus quiser, sua obra e seu caminho não vão parar aqui e uma vingança implacável espera os criminosos que encheram as mãos com seu sangue e a de outros mártires”, afirmou o aiatolá Khamenei em sua conta no Twitter em farsi.

Foto mostra veículo em chamas após ataque contra o Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque — Foto: AI do Primeiro Ministro do Iraque via AP

Donald Trump mandou que os americanos saíssem imediatamente das terras iranianas, de preferência de avião.

Se esse ataque pode ou não levar a uma terceira guerra mundial, o tempo dirá. Ainda é cedo para alarde, até porque já houveram situações similares, recentes, em que se soou o alarme de uma terceira guerra, mas não passou de exagero. Vamos aguardar os próximos dias para avaliar o cenário global. Comenta-se que China e Rússia são apoiadores do Irã e poderiam se aliar a ele numa ofensiva contra os EUA.

Qualquer novidade, volto aqui para atualizar esse post.

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Mike Pompeo, o secretário de Estado dos EUA, afirmou que Soleimani foi executado para desarmar um ataque iminente que teria colocado em risco americanos no Oriente Médio. A ação foi planejada com base em relatórios de inteligência.

 

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